Death Road – Bolívia– um “rolê” na estrada mais perigosa do mundo.

A estrada da morte:

Confesso que antes de fazer meu mochilão pela América do Sul não imaginava o quão divertido e “perigoso” poderia ser.

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Tinha ouvido comentários para tomar cuidado na fronteira do Brasil x Bolívia para não ser estuprada (ah…o machismo). Também me disseram para não pegar táxi em La Paz, porque eles dopam o turista para roubar os órgãos…

Caguei pra todo mundo e fui assim mesmo! Peguei táxi, andei à noite sozinha e ainda DESCI A ESTRADA DA MORTE DE BIKE

“Você deve estar pensando, nossa como ela é corajosa…nada…só fala isso quem nunca fez”  ou se for o meu pai e minha mãe. Na verdade eles nunca disseram isso, pelo contrario, diziam que eu era muito irresponsável e inconsequente. Nunca entendi o por quê.

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Não sei pq irresponsável…eu uso até capacete!

A estrada da morte, também conhecida como “Camino de los Yungas”, fica na Bolívia e foi considerada a mais perigosa do mundo. Talvez porque grande parte da sua extensão é de cascalho, ou por ser extremamente estreita (alguns trechos com apenas 3 m de largura) com vários abismos, ou pela altitude que varia entre 1000 a 4000 metros, ou pelo fato de ter ocorrido centenas de acidentes fatais, ou por ela ser esse conjunto todo.

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Galerinha Aventureira

Sobre o passeio:

“Nós, os aventureiros” (meu grupinho), saímos de “vanzoca”, bem cedinho de La Paz com destino a Coroico. Chegamos por volta de 8:30 da manhã, no conhecido La Cumbre, a 4.700 m da altitude onde colocamos os equipamentos de segurança, recebemos instruções e conferimos as bikes.

A parte mais importante das instruções foi quando o guia disse: “O passeio é seguro, mas não vão muito rápido, nem façam graça, pois ontem uma turista israelense tentou fazer uma ultrapassagem pelo lado errado, e caiu num penhasco, ela não morreu, mas quebrou o dedo”. Eu já tava toda cagada de medo.

A chuva  e o frio eram castigantes…mas estávamos lá muito empolgados.

Pausa para uma dica muito importante: “NÃO ECONOMIZE NESSE PASSEIO”, eu optei por pegar a bicicleta sem amortecedor e foi a pior merda que já fiz na vida, a diferença de preço era mínima e me rendeu uma semana com a bunda doendo.

Continuando, são 64 km de descida, a primeira parte é feita por um trecho asfaltado, não menos perigoso, pois o fluxo de veículos é intenso. Começamos a decida e o visual era animal, tinha montanha para todos os lados e a adrenalina nas alturas, muito frio na barriga e muita velocidade.

Quando chegamos à estrada de cascalho, checamos as condições da bike, recebemos as ultimas instruções e seguimos para a parte mais alucinante da descida. Cada curva é uma emoção, passamos por baixo de cachoeiras, paramos para tirar foto, beiramos aqueles abismos sem fim, nos assustamos com a quantidade de cruzes espalhadas pela estrada, marcando onde a galera morreu caindo do penhasco, e nos divertimos muito…mais muito mesmo.

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Ponto de início da estrada de cascalho
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“Dora Aventureira” fazendo um lanchinho
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Isso dá um medinho…

No final do passeio quase tive um ataque do coração, meu primo tomou um capote que praticamente ficou com os dentes cravados no paredão de terra, ele estava bem na minha frente. O tombo foi feio, eu fiz o maior esforço para não rir, mas só consegui perguntar se ele estava bem, quando vi que sim…desembestei à rir (como estou fazendo agora). JURO…foi a coisa mais engraçada que já vi na vida, ele passou por cima do guidão e foi de cara no paredão.

Ainda bem que foi bem no final da estrada, não estávamos perto de nenhum penhasco infinito, mas mesmo assim ele teve o cuidado de jogar a bike para o lado esquerdo da estrada, a parede de terra. (rindo mais um pouco).

Por fim descemos da bike, pegamos a “vanzoca” de novo, fomos ao restaurante que já estava incluído no passeio.

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Companheiros de aventura

A galera levou uma muda de roupa para tomar banho e ir na piscina, mas como me acho a DORA AVENTUREIRA, não levei roupa e fiquei suja de lama (não tanto como meu primo que grudou no paredão kkkkkkkk), tomamos umas cervejas  e retornamos a La Paz.

Dicas Importantes:

  • Pegue a melhor bike que tiver, não economize nisso;

  • Leve uma jaqueta corta vento – o inicio de aventura é muito frio por conta da altitude;

  • Leve uma Go-pro  – eu não tinha então fui filmando com uma câmera no pescoço – Ficou uma bosta! – de qualquer forma os guias filmam e tiram fotos, o problema é se identificar;

  • Leve uma muda de roupa, toalha de banho e chinelo – Passei um puta calor no restaurante;

  • Controle o freio para não ficar sem – Adivinha se eu fiz isso? Cheguei ao final  freando com o pé, e por pouco não fui eu quem grudou os dentes o paredão.

Aproveite ao máximo a aventura mais insana da sua vida!

Até mais galerinha

bjs…

5 comentários em “Death Road – Bolívia– um “rolê” na estrada mais perigosa do mundo.

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