Hiroshima e Miyajima – roteiro de um dia

Hiroshima

Depois de uns dias em Tokyo seguimos para Hiroshima, o ponto de  início da nossa  viagem de uma semana.

Por ser um lugar  fora de mão para os outros locais que íamos visitar, tínhamos apenas um dia, o que acredito ser suficiente.

Eu estava muito curiosa para conhecer a cidade de Hiroshima.

A intenção era chegar a noite em Hiroshima, acordar cedo, fazer os passeios e ir para Kyoto, mas como não conseguimos o trem de Tóquio para lá, tivemos que mudar os planos.

IMPORTANTE: Se você adquirir o JR Pass (passe de trem comprado com desconto fora do Japão oferecido exclusivamente a turistas), verifique as categorias do trem que você pode utilizar e os horários de saída. O horário que queríamos não estava incluído, então tivemos que pernoitar em Nagoya e sair no dia seguinte de manhã.

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Para quem não sabe, Hiroshima foi a primeira cidade do mundo arrasada pela bomba de fissão denominada Little Boy, lançada pelo governo do EUA em 06.08.1945, resultando em 250 000 mortos e feridos.

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Em razão desse acontecimento eu tinha uma visão bem diferente do que encontrei. Sempre achei que quando chegasse à cidade sentiria uma sensação ruim, que seria um lugar triste e pesado.

Imaginava que Hiroshima fosse uma cidade  rural, com casas pequenas, poucas pessoas na rua. Engano meu, por incrível que pareça, estava totalmente errada, não é nada disso!

Apesar de todo o histórico, a cidade não tem um clima tenso ou carregado, muito pelo contrário, você se sente numa aula de história. O fato deles  não se vitimizarem e demonstrarem com orgulho a reconstrução  da cidades e superação do ocorrido, faz com que mesmo um episódio triste  como esse,  sirva de exemplo para que as pessoas se conscientizem sobre questões importantes como a intolerância.

No período de reconstrução da cidade tanto o governo quanto os moradores tinham a intenção de fazer com que os  visitantes refletissem a respeito dos conflitos entre os países e sobre uso de armas nucleares. E eu acredito que eles tenham atingido esse objetivo.

Sobre o Roteiro:

Saímos bem cedo de Nagoya, pegamos o trem bala,que parou em Kyoto e depois foi direto. Na estação pegamos um daqueles ônibus turísticos vermelhos (apresente o JR Pass ) que é uma excelente opção, pois você pode descer em todos os pontos turísticos e a cada 10 minutos passa um.

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Chegamos à região central onde se concentram os pontos turísticos voltados à bomba.

O Parque Memorial da Paz (onde a bomba atingiu).

O prédio que fica no centro é um dos poucos edifícios na região central da cidade a resistir e permanecer de pé depois da bomba.

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Monumento das Crianças à Paz

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O Museu Memorial da Paz

O ponto alto da visita a cidade. Fiz questão de entrar no museu, aluguei um guia em português e tentei mergulhar na história do local.

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Dessa visita trago uma das lembranças e aprendizados mais importante da viagem. Após toda a explicação ouvida no museu levei como mensagem que: ”Não importa o que aconteça, não devemos nos vitimizar e apesar de todo sofrimento, devemos continuar caminhando na busca da reconstrução e do aprendizado principalmente quanto à intolerância”.

Miyajima

O  tempo era bem curto, então após a visita ao centro da cidade, voltamos à estação de trem e seguimos para a ilha de Miyajima (ou Itsukushima), onde está localizado  um dos principais cartões-postais do Japão. E um dos lugares mais lindos que vi!!!!

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A ilha é um lugar muito turístico e abriga um torii gigante que é tão famoso que os japoneses consideram um dos três cenários mais bonitos do país! (não conheço o Japão todo, mas posso dizer que eles tem razão).

A ilha é pequena, mas bem preparada para turistas, aliás se tiver que comprar cacarecos (xícaras de saque, hashi, coisas de bambu, leques, carteiras……), foi o lugar mais barato que encontrei.

Aqui também, tem o “melhor sorvete de chá verde”.  Não deixe de tomar (mentira…não é bom…é chá verde…como poderia ser???).

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Tem um templo que é pago, mas você consegue caminhar até a sua entrada e dá para ver quase tudo, se você não tiver tempo suficiente para entrar. E tem também uma “pagoda” (uma construção japonesa – torre com múltiplas beiradas). Para quem tiver disposição….pode subir a montanha.

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A ilha é lotada de Cervos (não tanto quanto Nara), que são considerados animais sagrados e ganharam o título de Tesouro Nacional do país, por isso eles vivem livres na natureza (fundamento da crença xintoísta), e muito embora sejam considerados animais selvagens na maioria das vezes são dóceis.

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E por hoje já chega…espero que estejam gostando…

Bjs,

Loret…

2 comentários em “Hiroshima e Miyajima – roteiro de um dia

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